por Francisco Arlindo Alves
[26 Aug 2008 | Comente ! | 23 views]
“A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo” ... “Ao optar pela alta definição, as emissoras também evitam que novos ‘players’ entrem em seu mercado.” estas frases foram proferidas por Fernando Bittencourt diretor de engenharia da Globo num fórum sobre TV Digital semana passada. A filosofia da escassez e a montagem de gigantescas barreiras de entrada (econômicas e técnicas) limitando a competição, foi a estratégia dos grupos de comunicação que dominaram as mídias no século XX: Jornais, TV, cinema, radio, televisão. Mas agora todo poder que nasceu na escassez está ameaçado pelo excesso... o excesso digital. Nasce um conflito violento e silencioso (a contra-revolução da mídia tradicional não será televisionada). Os grupos que vivem da escassez tentam combater o excesso na internet, atacando a simplicidade da rede, com exigências a provedores, obrigando a montagem de grandes e carissímas estruturas de controle, com o registro de logs e armazenamento de páginas. O que justifica o controle é o medo: Terrorismo, pedofilia. O objetivo é proibir as trocas de arquivos e criar barreiras econômicas. Montar a nova barreira de entrada, limitando os meios somente aos que tem grandes somas de capital para investir. Neste momento dezenas de legislações estão sendo discutidas em vários países regulando e introduzindo a escassez na internet, para citar uns poucos exemplos, entre muitos: França , Italia , Canadá , Alemanha , Polonia e Hungria e também no Brasil. A revolução digital feriu fortemente os grupos da escassez. Mas a contra-revolução destes grupos já começou. Resta saber se vamos resistir.
Faça você mesmo, aprenda voce mesmo, anarquia contra a “educação-mercadoria”
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O design faz com que toda cultura seja uma trapaça.
O homem dentro da máquina ?
| Bela animação tipográfica, além de ser um excelente exemplo de como podemos visualizar informações de maneira interessante e simples, este vídeo ressalta a importância das garotas como agentes das mudanças positivas no mundo. Este site concorda plenamente com esta perspectiva. Dica do infosthetics Link: Girleffect |
CIBERCRÍTICA que começou a poucos dias surpreendentemente recebeu a visita ilustre do professor Cicero Inácio da Silva, coordenador da iniciativa do Software Studies no Brasil, ele gentilmente nos informou o link do video da teleconferência sobre os estudos de software no FILE do qual participa ele mesmo e Lev Manovich. Eu ainda não tinha visto a fala do prof. Cicero (cheguei no evento após ele falar). Ele levanta a questão da pirataria. Quando compramos um software pirata do Windows, por exemplo, ao invés de enfraquecer a Microsoft estamos fazendo ela ficar mais poderosa ?

Transparent Binary Code
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Os softwares estão em tudo, desde o sabonete que voce usa, até os algoritmos que tentam adivinhar resultados de de guerras e eleições. São onipresentes, são onipotentes e principalmente são... invisíveis. Isso me faz pensar como a ideologia e os softwares se encaixam perfeitamente. Para o pesquisador Wendy Chun (2006): “O software seria “um esforço de fazer algo de maneira explícita”, dando visibilidade ao intangível, na mesmo medida que tenta transformar o visível o (a máquina) em invisível”. Para Alex Galloway trata-se de uma linguagem que quer ser esquecida, para sendo esquecida poder atuar de forma mais eficaz. Leia o texto completo »
Revelar o que se esconde na invisibilidade dos softwares. Isso não é apenas mostrar o código, mas “traduzir-lo” para que todos afetados por ele, possam discutir na esfera pública ou opinião pública. Acredito que neste ponto esta a principal importância dos estudos de software. Estes e outros temas interessantes foram discutidos no FILE na mesa redonda que eu assisti, com conceituado pensador das novas mídias Lev Manovich, no lançamento do grupo de estudos de software no Brasil. Ao final, algo continuou sem resposta e já merece a criação de um grupo de estudos: O chazinho amargo que Manovich disse tomar em suas palestras. Sua composição segue indeterminada, como também a avaliação da influência do misterioso chá na discussão das novas mídias.
Estive no coquetel de inauguração do FILE FESTIVAL 2008, no meio do agito de primeiro dia regado a champagne, diversas autoridades e badalação, não deu pra observar os trabalhos da exposição com calma. Mas dando uma olhada rápida na programação eu destacaria o evento FILE CINEMA DIGITAL, com mostra de filmes com a tecnologia 4K, de altíssima definição. No FILE SYMPOSIUM a mesa redonda, dia 07, quinta com o professor Cicero Inácio da Silva e o internacionalmente conceituado pensador nas novas mídias Lev Manovich (por teleconferência), o tema é a sobre iniciativa de uma parceiria Brasil-EUA da criação de um grupo de estudos de software. Conforme eu for me interando sobre esta edição 2008 publicarei mais informações.